sexta-feira, 30 de setembro de 2011

“De vez em quando, nessa vida, a gente engole um caô... pra se arrumar, pra se arrumar, pra namorar, pra namorar, pra ser feliz, pra ser feliz, pra ter amor.”

Quando o tempo passa que você percebe que nem tudo são flores

No começo, tudo é lindo. Ninguém tem defeito. Todo mundo jura fidelidade e amor eterno. No terceiro mês, você desconfia porque a vizinha do quarto andar liga tanto pra ele, porque o futebol termina meia-noite, porque todo dia ele tem uma nova entrevista de emprego, porque ele sempre sai com algum amigo que você nunca ouviu falar antes. Por que tanta história estranha? É só coisa da sua cabeça? Você tá vendo coisa demais? Ou é só ciúme?

Você já não freqüenta as baladas que gostava. Mal sai com as amigas. Perdeu contato com seu amigos homens. Parou de correr às terças e quintas com seu vizinho. Deletou seus ex-namorados, rolos e ficantes do MSN. Excluiu seu orkut. Deletou números suspeitos do seu celular. Você cede, cede, cede. Até uma hora que a corda cede. Arrebenta.

Mas será que o amor é isso? Cadê aquele cidadão que te achava linda com o cabelo atrapalhado de manhã cedo? Cadê aquele cara que andava com o celular tirando foto de cada movimento que você fazia? Cadê aquele cara que fechava os olhos e sentia seu perfume no ar quando você usava Love Spell? Cadê aquele cara que disse que nunca ia te largar? Cadê aquele cara que viajou, que insistiu, que moveu o mundo pra ficar com você? E cadê você?

Você tá em algum canto. Largou sua vida de lado e foi viver a dele. Enquanto ele se divertia com os amigos, você enchia o saco dele com suas crises de ciúme. Enquanto ele ia pra festa, você ficava em casa queimando neurônios imaginando o que ele estaria aprontando. E quanto mais ele vivia, mais você esmoecia. Murcha como uma criança que acabou de descobrir que Papai Noel não existe. Que o amor, você nem sabe mesmo se ele existe. Que a confiança e o respeito às vezes valem mais do que juras de fidelidade eterna. Que não existe nada eterno. Que a gente nunca sabe até onde vai se a gente não pagar pra ver e for junto. Que vai até aonde a gente deixar ir. Que alguns caminhos não têm volta, mas têm várias saídas de emergência. Que a sua vida tem urgência e todo resto é bobagem. Que você nasce sozinho pra aprender a fazer escolhas sozinho. E que você só está acompanhado quando aprende a ficar sozinho.


*Brena Braz

sábado, 24 de setembro de 2011

Se não sabe brincar , não desce pro play .

Mãe e Pai são seres sabéis. Me lembro quando, ainda um projeto de adolescente, corri pros braços deles pra chorar pitangas a cerca do meu primeiro pé na bunda. E minha mãe , sabiamente disse – “Filha, tudo passa na vida. Ninguém morre de amor”. Na época pensei como toda adolescente que acha que os seus 14 anos de vida lhe deram experiência suficiente pra saber mais do que o mundo: “Ela não sabe de nada. Não tem ideia de como estou sofrendo. Quero morrer.” A depressão durou algumas curtas semanas e logo já estava pronta para a próxima. Depois do pé na bunda de estréia, vieram outros. E conforme você cresce e começa a viver relacionamentos reais e não estilo Malhação, a dor vem um pouco mais pesada também.Mas, hoje repito as palavras da matriarca – ninguém morre de amor. Pode perder uns quilinhos, faltar uns dias no trabalho, beber mais que o normal – mas morrer, nunca vi. O pé na bunda dói tanto porque mexe na nossa casca de ferida – o ego. Se parar pra pensar, a gente sofre mais por termos sido dispensados, por imaginar que a outra pessoa vai ser feliz sem a nossa ilustre presença, do que pela falta da pessoa em si. É claro que a gente sente falta, mas o ser humano é uma criatura que se adapta em praticamente qualquer situação. No começo sente falta da companhia, como um amigo muito próximo que vai morar fora, mais depois de um tempo você já estabeleceu outra rotina e começa a se lembrar de como era sua vida antes. E percebe, que nem tudo está perdido. Nesse momento, a fossa é necessária. É como a casquinha do machucado – dói, mas é o que recupera a ferida interna. Se permita chorar e escutar “ All by myself” no último volume – mas por um curto período de tempo. Depois, sacuda a poeira, dê uma chacoalhada em você mesmo e continue a sua vida. O mundo não para pra você sofrer. O que eu não entendo, são pessoas que tomam um toco e ficam correndo atrás do ex que nem papparazzo atrás de artista global. Conseguiria entender se houvessem 10 pessoas no mundo – mas esse não é o caso. Se o fulano não te quer, você vai ter que aprender a viver com essa realidade: você não é a última bolacha do pacote. Deixe o outro ser feliz e vai correr atrás da sua felicidade também. Antes sozinha, do que comprometida por piedade. Se você se esforçar pra continuar a sua vida e parar de se lamentar, de fuçar no facebook do fulano, de ficar lembrando só das coisas boas do relacionamento e ignorando os problemas, você vai ser recuperar rápido. Depois de um tempo, nem vai mais lembrar da dor que sentiu – só quando senti-la de novo. Afinal, se quer amor, tem que estar preparada para a dor que pode vir junto. Já dizia o ditado: “se não sabe brincar, não desce pro play.” E eu continuo com o mesmo pensamento , não tenho pressa , tenho objetivos . É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momentos e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver."